Eh, Pá, gostaste desta surpresa que tiveste no regresso dos braços da tua angélica alemã? Nunca imaginaste ser recebido por tanta gente, logo tu que te habituaste a ver-nos tipo cordeirinhos mansos, a quem se pode picar e não reage!
Como tu estavas enganado! Não precisamos de contratar seguranças, não alugamos camionetas para trazer os xuxas votantes da parvónia, não fizemos cartazes arvorando o teu sorriso, não servimos sandoscas ao povo, nem precisamos de, na maior parte dos casos de sair das nossas cidades. Foi só mandar uns recadinhos pelo facebook, combinarmos os pontos de encontro e irmos passear neste sábado á tarde. Aqui no Porto até S. Pedro ajudou. E pelo que estou a ver na TV, o S. António deu uma mãozinha. E depois foi só o que toda a gente viu in loco ou pelas TVs. Milhares de pessoas, a maioria desconhecida, deu as mãos e fez exactamente o que há 36 anos contra a ditadura comunista que nos queriam impor: MOSTRARMOS QUE ESTAMOS CÁ E NÃO SOMOS POUCOS NEM PARVOS. Então, conseguimos equilibrar as coisas. Safamo-nos dos comunistas mas levamos com os primos de esquerda. E andamos a aturá-los há tantos anos quantos tínhamos aturado o Dr. Salazar. Todos tinham uma mania: que Portugal era uma quinta deles. Agora vamos mostrar que a quinta é nossa e que queremos ter voz activa no que se passa por cá. Isto de nos espetares com um PEC 4 pelas costas só para a Europa ver é que não. Foi sujo de mais e uma falta de respeito porque te dá as regalias com que vives. Acabou-se o “deixa-os pousar”. Prepara-te é para bater as asas para outro lado. Acredita que não vamos ter saudades
sábado, 12 de março de 2011
QUE LATA!
"Sócrates: Eu compreendo bem as dificuldades e as necessidades dos jovens!"
É PRECISO TER LATA! LOGO ELE QUE TODA A SUA VIDA ESTEVE EM LUGARES PARA OS QUAIS SÓ SE ENTRAVA POR CUNHAS OU GOLPISMOS E PRESUME DE UMA LICENCIATURA QUE PARA EVITAR QUESTÕES O LEVOU A ENCERRAR A FACULDADE QUE LHA OFERECEU!
É PRECISO TER LATA! LOGO ELE QUE TODA A SUA VIDA ESTEVE EM LUGARES PARA OS QUAIS SÓ SE ENTRAVA POR CUNHAS OU GOLPISMOS E PRESUME DE UMA LICENCIATURA QUE PARA EVITAR QUESTÕES O LEVOU A ENCERRAR A FACULDADE QUE LHA OFERECEU!
sexta-feira, 11 de março de 2011
terça-feira, 8 de março de 2011
É CARNAVAL...
... Ninguém leva a mal. Não foi isto que o senhor PM disse aos jovens da geração rasca que lhe interromperam o jantar ontem à noite, jantar que eles haviam pago e com cuja presença pretendiam apenas mostrar o seu descontentamento? Que dirá ele hoje de manhã quando vir que os juros a 5 anos atingiram hoje o máximo de 7,74%? Será que dirá o mesmo?
sábado, 26 de fevereiro de 2011
TALVEZ SEJAMOS MESMO ESTÚPIDOS
Numa conversa com um ex-aluno meu, disse-lhe que iria aderir à manifestação do dia 12.3 no Porto. Ele, admirado, perguntou-me o que eu ia lá fazer quando a visão que há dos portugueses é que são estúpidos: E mandou-me este texto, para que eu avaliasse o que pensam de nós lá fora, neste caso nos USA:
Estava há dias a falar com um amigo meu nova-iorquino que conhece bem Portugal.
Dizia-lhe eu à boa maneira do "coitadinho" português:
Sabes, nós os portugueses, somos pobres
Esta foi a sua resposta:
Como podes tu dizer que sois pobres, quando sois capazes de pagar por um litro de gasolina, mais do triplo do que pago eu?
Quando vos dais ao luxo de pagar tarifas de electricidade e de telemóvel 80 % mais caras do que nos custam a nós nos EUA?
Como podes tu dizer que sois pobres quando pagais comissões bancárias por serviços e por cartas de crédito ao triplo que nós pagamos nos EUA?
Ou quando podem pagar por um carro que a mim me custa 12.000 US Dólares (8.320 EUROS) e vocês pagam mais de 20.000 EUROS, pelo mesmo carro? Podem dar mais de 11.640 EUROS de presente ao vosso governo do que nós ao nosso.
Nós é que somos pobres: por exemplo em New York o Governo Estatal, tendo em conta a precária situação financeira dos seus habitantes cobra somente 2 % de IVA, mais 4% que é o imposto Federal, isto é 6%, nada comparado com os 23% dos ricos que vivem em Portugal. E contentes com estes 23%, pagais ainda impostos municipais.
Um Banco privado vai à falência e vocês que não têm nada com isso, pagam outro, uma espécie de casino, o vosso Banco Privado quebra, e vocês protegem-no com o dinheiro que enviam para o Estado.
E vocês pagam ao vosso Governador do Banco de Portugal, um vencimento anual que é quase 3 vezes mais que o do Governador do Banco Federal dos EUA...
Um país que é capaz de cobrar o Imposto sobre Ganhos por adiantado e Bens pessoais mediante retenções, necessariamente tem de nadar na abundância, porque considera que os negócios da Nação e de todos os seus habitantes sempre terão ganhos apesar dos assaltos, do saque fiscal, da corrupção dos seus governantes e dos seus autarcas. Um país capaz de pagar salários irreais aos seus funcionários de estado e da iniciativa privada.
Os pobres somos nós, os que vivemos nos USA e que não pagamos impostos sobre a renda se ganhamos menos de 3.000 dólares ao mês por pessoa, isto é mais ou menos os vossos 2.080 €uros. Vocês podem pagar impostos do lixo, sobre o consumo da água, do gás e da electricidade. Aí pagam segurança privada nos Bancos, urbanizações, municipais, enquanto nós como somos pobres nos conformamos com a segurança pública.
Vocês enviam os filhos para colégios privados, enquanto nós aqui nos EUA as escolas públicas emprestam os livros aos nossos filhos prevendo que não os podemos comprar.
Vocês não são pobres, gastam é muito mal o vosso dinheiro.
Vocês, portugueses, não são pobres, são é muito estúpidos..........
Estava há dias a falar com um amigo meu nova-iorquino que conhece bem Portugal.
Dizia-lhe eu à boa maneira do "coitadinho" português:
Sabes, nós os portugueses, somos pobres
Esta foi a sua resposta:
Como podes tu dizer que sois pobres, quando sois capazes de pagar por um litro de gasolina, mais do triplo do que pago eu?
Quando vos dais ao luxo de pagar tarifas de electricidade e de telemóvel 80 % mais caras do que nos custam a nós nos EUA?
Como podes tu dizer que sois pobres quando pagais comissões bancárias por serviços e por cartas de crédito ao triplo que nós pagamos nos EUA?
Ou quando podem pagar por um carro que a mim me custa 12.000 US Dólares (8.320 EUROS) e vocês pagam mais de 20.000 EUROS, pelo mesmo carro? Podem dar mais de 11.640 EUROS de presente ao vosso governo do que nós ao nosso.
Nós é que somos pobres: por exemplo em New York o Governo Estatal, tendo em conta a precária situação financeira dos seus habitantes cobra somente 2 % de IVA, mais 4% que é o imposto Federal, isto é 6%, nada comparado com os 23% dos ricos que vivem em Portugal. E contentes com estes 23%, pagais ainda impostos municipais.
Um Banco privado vai à falência e vocês que não têm nada com isso, pagam outro, uma espécie de casino, o vosso Banco Privado quebra, e vocês protegem-no com o dinheiro que enviam para o Estado.
E vocês pagam ao vosso Governador do Banco de Portugal, um vencimento anual que é quase 3 vezes mais que o do Governador do Banco Federal dos EUA...
Um país que é capaz de cobrar o Imposto sobre Ganhos por adiantado e Bens pessoais mediante retenções, necessariamente tem de nadar na abundância, porque considera que os negócios da Nação e de todos os seus habitantes sempre terão ganhos apesar dos assaltos, do saque fiscal, da corrupção dos seus governantes e dos seus autarcas. Um país capaz de pagar salários irreais aos seus funcionários de estado e da iniciativa privada.
Os pobres somos nós, os que vivemos nos USA e que não pagamos impostos sobre a renda se ganhamos menos de 3.000 dólares ao mês por pessoa, isto é mais ou menos os vossos 2.080 €uros. Vocês podem pagar impostos do lixo, sobre o consumo da água, do gás e da electricidade. Aí pagam segurança privada nos Bancos, urbanizações, municipais, enquanto nós como somos pobres nos conformamos com a segurança pública.
Vocês enviam os filhos para colégios privados, enquanto nós aqui nos EUA as escolas públicas emprestam os livros aos nossos filhos prevendo que não os podemos comprar.
Vocês não são pobres, gastam é muito mal o vosso dinheiro.
Vocês, portugueses, não são pobres, são é muito estúpidos..........
RESPOSTA AO MEU EX-ALUNO
É VERDADE
Vou à manifestação exactamente para mostrar que não sou estúpida. E porque entre outras coisas não me dão opção de escolha, me mentem todos os dias, sei que estou a ser explorada e NÃO GOSTO.
Interessa é estar presente para dizer que não QUERO NADA DO do que se está a passar, do que os nossos filhos e netos vão ter que suportar e sobretudo que odeio todos estes políticos. Eu vivi na ditadura e garanto-te que é bem pior viver nesta democracia que é sobretudo de oligarcas e clientes. Tenho duas filhas divorciadas, licenciadas, mães de 2 universitárias e um aluno do 9ºano, com encargos mensais fixos, que estão em risco de passar para o desemprego não por culpa delas mas do sistema que estabelece contratos com termo de limite, fecha os olhos às asneiras dos verdadeiros ladrões (boys do sistema) e deixa cair firmas ou aguenta-as em agonia para desespero dos funcionários.
O que estamos a assistir é à morte de um país que já não funciona, onde ninguém do governo fala verdade, a justiça parece a História das Mil e uma Noites tanto tarda a ser feita, os velhos são abandonados e aos novos resta a emigração. Em 1974/75 participei de todas as manifestações, fui ameaçada, estive encerrada uma vez no estádio e outra no Pavilhão das Antas, etc, etc… Fiz dezenas de quilómetros em manifs, com as filhas atrás, para lutar por uma democracia que não é esta, de modo nenhum. Por muito mau que tenha sido o tempo da “outra senhora” o “destes senhores” é bem pior. Por isso compreenderás que para nada me interessa quem é o “chefe” ou organizador. Interessa-me estar lá para mostrar o que não quero. Nem vou para apoiar alguém. Isto não pode meter partidos. Tem que ser uma acção da sociedade civil, de todos quantos pagam e costumam ficar calados. Só vou mesmo dizer o que não gosto e o que não quero.
Dizes-me que
Até és capaz de subscrever o que digo da classe política.
Aos anos da revolução seguiram-se os do deslumbramento do cavaquistão.
Depois os da caridade irresponsável do guterrismo.
Até que nos afundamos no despesismo do regabofe socrático.
A factura mais pesada não será a financeira mas a da lassidão que estes governantes transmitiram o povo.
Mas não subscreves que vivamos pior que antes da revolução.
Tens razão, porque não viveste no tempo dela e só conheces o que lestes, estudaste ou te contaram. Não podes falar do quotidiano de então. Não sei se o gostaria de voltar a viver, mas o que não quero é viver o de Agora. Esta não é a minha concepção de democracia pois ela não existe onde não há igualdade, partilha, mas apenas golpismo e falta de honra e honestidade. Não é uma ditadura política mas de corrupção, clientalismo, manobras baixas e de falta de respeito pelos cidadãos nos seus direitos mais elementares.
No tempo de Salazar nem todos podiam votar. Nas últimas eleições nem todos puderam votar por uma manobra ardilosamente preparada para provocar uma segunda volta: o conflito dos cartões únicos. Nenhum regime é perfeito. Este supera tudo quanto um cidadão normal imagina pelo negativo. E a culpa não é só da crise de que apenas se servem para se justificarem. Estranhamente, acho que estamos hoje de olhinhos mais fechados do que no 25 de Abril. Os nossos políticos fizeram-nos crer que uma ditadura se derruba mas que uma democracia é intocável. Esqueceram-se que a gente está a perceber que isto não é uma democracia, é uma ditadura de uma classe de corruptos a quem bastou fazer uma ascensão nos partidos começando por “jotinhas” até acabar nas cúpulas, seguindo de perto as atitudes dos mentores ou, na falta dessa formação, de oportunistas que untaram as mãos dos donos deste país.
EU VOU SÓ PARA DIZER BASTA. E TU? ESTÁS ACOMODADO?
Vou à manifestação exactamente para mostrar que não sou estúpida. E porque entre outras coisas não me dão opção de escolha, me mentem todos os dias, sei que estou a ser explorada e NÃO GOSTO.
Interessa é estar presente para dizer que não QUERO NADA DO do que se está a passar, do que os nossos filhos e netos vão ter que suportar e sobretudo que odeio todos estes políticos. Eu vivi na ditadura e garanto-te que é bem pior viver nesta democracia que é sobretudo de oligarcas e clientes. Tenho duas filhas divorciadas, licenciadas, mães de 2 universitárias e um aluno do 9ºano, com encargos mensais fixos, que estão em risco de passar para o desemprego não por culpa delas mas do sistema que estabelece contratos com termo de limite, fecha os olhos às asneiras dos verdadeiros ladrões (boys do sistema) e deixa cair firmas ou aguenta-as em agonia para desespero dos funcionários.
O que estamos a assistir é à morte de um país que já não funciona, onde ninguém do governo fala verdade, a justiça parece a História das Mil e uma Noites tanto tarda a ser feita, os velhos são abandonados e aos novos resta a emigração. Em 1974/75 participei de todas as manifestações, fui ameaçada, estive encerrada uma vez no estádio e outra no Pavilhão das Antas, etc, etc… Fiz dezenas de quilómetros em manifs, com as filhas atrás, para lutar por uma democracia que não é esta, de modo nenhum. Por muito mau que tenha sido o tempo da “outra senhora” o “destes senhores” é bem pior. Por isso compreenderás que para nada me interessa quem é o “chefe” ou organizador. Interessa-me estar lá para mostrar o que não quero. Nem vou para apoiar alguém. Isto não pode meter partidos. Tem que ser uma acção da sociedade civil, de todos quantos pagam e costumam ficar calados. Só vou mesmo dizer o que não gosto e o que não quero.
Dizes-me que
Até és capaz de subscrever o que digo da classe política.
Aos anos da revolução seguiram-se os do deslumbramento do cavaquistão.
Depois os da caridade irresponsável do guterrismo.
Até que nos afundamos no despesismo do regabofe socrático.
A factura mais pesada não será a financeira mas a da lassidão que estes governantes transmitiram o povo.
Mas não subscreves que vivamos pior que antes da revolução.
Tens razão, porque não viveste no tempo dela e só conheces o que lestes, estudaste ou te contaram. Não podes falar do quotidiano de então. Não sei se o gostaria de voltar a viver, mas o que não quero é viver o de Agora. Esta não é a minha concepção de democracia pois ela não existe onde não há igualdade, partilha, mas apenas golpismo e falta de honra e honestidade. Não é uma ditadura política mas de corrupção, clientalismo, manobras baixas e de falta de respeito pelos cidadãos nos seus direitos mais elementares.
No tempo de Salazar nem todos podiam votar. Nas últimas eleições nem todos puderam votar por uma manobra ardilosamente preparada para provocar uma segunda volta: o conflito dos cartões únicos. Nenhum regime é perfeito. Este supera tudo quanto um cidadão normal imagina pelo negativo. E a culpa não é só da crise de que apenas se servem para se justificarem. Estranhamente, acho que estamos hoje de olhinhos mais fechados do que no 25 de Abril. Os nossos políticos fizeram-nos crer que uma ditadura se derruba mas que uma democracia é intocável. Esqueceram-se que a gente está a perceber que isto não é uma democracia, é uma ditadura de uma classe de corruptos a quem bastou fazer uma ascensão nos partidos começando por “jotinhas” até acabar nas cúpulas, seguindo de perto as atitudes dos mentores ou, na falta dessa formação, de oportunistas que untaram as mãos dos donos deste país.
EU VOU SÓ PARA DIZER BASTA. E TU? ESTÁS ACOMODADO?
quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011
HINO PARA AS MINHAS NETAS E A SUA GERAÇÃO CANTAREM A 12 DE MARÇO NA MANIF
Sou da geração sem remuneração
e não me incomoda esta condição.
Que parva que eu sou!
Porque isto está mal e vai continuar,
já é uma sorte eu poder estagiar.
Que parva que eu sou!
E fico a pensar,
que mundo tão parvo
onde para ser escravo é preciso estudar.
Sou da geração ‘casinha dos pais’,
se já tenho tudo, pra quê querer mais?
Que parva que eu sou
Filhos, maridos, estou sempre a adiar
e ainda me falta o carro pagar
Que parva que eu sou!
E fico a pensar,
que mundo tão parvo
onde para ser escravo é preciso estudar.
Sou da geração ‘vou queixar-me pra quê?’
Há alguém bem pior do que eu na TV.
Que parva que eu sou!
Sou da geração ‘eu já não posso mais!’
que esta situação dura há tempo demais
E parva não sou!
E fico a pensar,
que mundo tão parvo
onde para ser escravo é preciso estudar.
Deolinda - Parva que sou
Música e letra: Pedro da Silva Martins
e não me incomoda esta condição.
Que parva que eu sou!
Porque isto está mal e vai continuar,
já é uma sorte eu poder estagiar.
Que parva que eu sou!
E fico a pensar,
que mundo tão parvo
onde para ser escravo é preciso estudar.
Sou da geração ‘casinha dos pais’,
se já tenho tudo, pra quê querer mais?
Que parva que eu sou
Filhos, maridos, estou sempre a adiar
e ainda me falta o carro pagar
Que parva que eu sou!
E fico a pensar,
que mundo tão parvo
onde para ser escravo é preciso estudar.
Sou da geração ‘vou queixar-me pra quê?’
Há alguém bem pior do que eu na TV.
Que parva que eu sou!
Sou da geração ‘eu já não posso mais!’
que esta situação dura há tempo demais
E parva não sou!
E fico a pensar,
que mundo tão parvo
onde para ser escravo é preciso estudar.
Deolinda - Parva que sou
Música e letra: Pedro da Silva Martins
NUNCA O ZECA AFONSO PENSOU QUE A SUA CANÇÃO IRIA SER CANTADA CONTRA A DEMOCRACIA
No céu cinzento
Sob o astro mudo
Batendo as asas
Pela noite calada
Vem em bandos
Com pés veludo
Chupar o sangue
Fresco da manada
Se alguém se engana
Com seu ar sisudo
E lhes franqueia
As portas á chegada
Eles comem tudo
Eles comem tudo
Eles comem tudo
E não deixam nada
A toda a parte
Chegam os vampiros
Poisam nos prédios
Poisam nas calçadas
Trazem no ventre
Despojos antigos
Mas nada os prende
Às vidas acabadas
São os mordomos
Do universo todo
Senhores á força
Mandadores sem lei
Enchem as tulhas
Bebem vinho novo
Dançam a ronda
No pinhal do rei
Eles comem tudo
Eles comem tudo
Eles comem tudo
E não deixam nada
No chão do medo
Tombam os vencidos
Ouvem-se os gritos
Na noite abafada
Jazem nos fossos
Vítimas dum credo
E não se esgota
O sangue da manada
Se alguém se engana
Com seu ar sisudo
E lhe franqueia
As portas á chegada
Eles comem tudo
Eles comem tudo
Eles comem tudo
E não deixam nada
Eles comem tudo
Eles comem tudo
Eles comem tudo
E não deixam nada
É verdade! Zeca Afonso cantava esta canção num contexto de ditadura em que se lutava pela democracia.
Hoje canta-se a mesma canção para afastar os democratas de pacotilha e preparar o espírito para uma outra forma de governação. Desconheço qual porque eu só conheci as duas . Habitui-me à primeira e a segunda destruiu-me o país e o futuro dos meus descendentes . Há que a recantar para afastar os maus espíritos e , não sei como, fazer surgir um Porugal novo
Sob o astro mudo
Batendo as asas
Pela noite calada
Vem em bandos
Com pés veludo
Chupar o sangue
Fresco da manada
Se alguém se engana
Com seu ar sisudo
E lhes franqueia
As portas á chegada
Eles comem tudo
Eles comem tudo
Eles comem tudo
E não deixam nada
A toda a parte
Chegam os vampiros
Poisam nos prédios
Poisam nas calçadas
Trazem no ventre
Despojos antigos
Mas nada os prende
Às vidas acabadas
São os mordomos
Do universo todo
Senhores á força
Mandadores sem lei
Enchem as tulhas
Bebem vinho novo
Dançam a ronda
No pinhal do rei
Eles comem tudo
Eles comem tudo
Eles comem tudo
E não deixam nada
No chão do medo
Tombam os vencidos
Ouvem-se os gritos
Na noite abafada
Jazem nos fossos
Vítimas dum credo
E não se esgota
O sangue da manada
Se alguém se engana
Com seu ar sisudo
E lhe franqueia
As portas á chegada
Eles comem tudo
Eles comem tudo
Eles comem tudo
E não deixam nada
Eles comem tudo
Eles comem tudo
Eles comem tudo
E não deixam nada
É verdade! Zeca Afonso cantava esta canção num contexto de ditadura em que se lutava pela democracia.
Hoje canta-se a mesma canção para afastar os democratas de pacotilha e preparar o espírito para uma outra forma de governação. Desconheço qual porque eu só conheci as duas . Habitui-me à primeira e a segunda destruiu-me o país e o futuro dos meus descendentes . Há que a recantar para afastar os maus espíritos e , não sei como, fazer surgir um Porugal novo
terça-feira, 22 de fevereiro de 2011
CANÇÃO PROIBIDA DE PACO BANDEIRA OU VOLTAMOS À CANÇÃO DE PROTESTO
Só que o protesto desta vez não tem cor única. É a bandeira nacional
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