domingo, 25 de novembro de 2012
sexta-feira, 16 de novembro de 2012
UM EXEMPLO A SEGUIR - TESSALÓNICA, A 2ª MAIOR CIDADE GREGA
Cidade grega mostra ao país como pôr as contas em dia
O mayor da segunda maior cidade da Grécia, Yannis Boutaris, está a aplicar uma receita que parece estar a funcionar para corrigir as contas públicas do município, e podia ser um bom exemplo para ensinar o resto do país a corrigir o buraco das contas públicas, escreve a Reuters.
Além disso, o mayor, de 70 anos, está a conseguir poupar dinheiro seleccionando as propostas mais competitivas dos fornecedores de papel, sacos de plástico e leite que contrata, o que corresponde a um corte com a tradição, que ditava a dependência em relação a alguns fornecedores previamente escolhidos, que podiam não oferecer os melhores preços.
“Havia uma inércia inaceitável, mesmo incompetência. Nem consigo acreditar”, afirmou Yannis Boutaris, em entrevista à Reuters. “Eu disse: Amigos, a partir de agora mudamos a forma como as coisas são feitas e quem não gostar pode ir-se embora”, contou o mayor.
Com a cara enrugada pela passagem dos anos, um brinco de diamante na orelha e um lagarto tatuado no punho direito, Boutaris pareceria, à primeira vista, um candidato improvável para pôr em ordem as contas da segunda maior cidade grega. Contudo, o político está a aplicar novas políticas e a conseguir mudar mentalidades, apesar de admitir que não é fácil. “Mudar mentalidades na Grécia é quase tão difícil como deixar o álcool”, afirmou Boutaris, que é um alcoólico em recuperação que já deixou de beber há 20 anos.
Agora, as autoridades da cidade pagam os lanches e os cafés que bebem e os residentes levam os seus próprios envelopes e borrachas quando apresentam pedidos e solicitações em repartições públicas. De acordo com a Reuters, a cidade de Thessaloniki vai fechar este ano com um excedente e está a incentivar novos projectos de construção.
Muitos cidadãos apreciam o estilo do actual mayor, que tomou posse há dois anos por uma vantagem de 300 votos. “A cidade funciona muito melhor, quem me dera que toda a Grécia funcionasse assim”, comentou o pensionista Zaharias Vavelidis.
10:25 - 14 de Novembro de 2012 | Por Eudora Ribeiro
quarta-feira, 14 de novembro de 2012
O RUÍDO DOS ENCAPUÇADOS
Mais uma vez estamos a ser confrontados com uma manifestação ilegal à porta da Assembleia da República. Terminada a oficial, convocada por um organismo credenciado, ficou a ralé que independentemente das razões pessoais que pode ter para se manifestar, perde a autoridade (se é que tem alguma) ao servir-se do lançamento de pedras e garrafas contra a polícia, numa atitude baseada apenas na violência e numa tentativa de provocar os agentes da ordem. E a maioria fá-lo sem se assumir, tapando a cara com máscaras ou carapuços dos blusões. Inexplicável ainda a presença de estrangeiros que à partida nada devem ter a ver com os nossos problemas internos. Em resumo uma vergonha a que as próprias centrais sindicais se deveriam opor publicamente para não se verem misturados com os desordeiros do costume.
Assim não vamos a lado nenhum e, pelo contrário, arriscámo-nos a ser os nossos próprios carrascos.
Revoltante a presença em massa da comunicação social que em vez de informar está a contribuir para uma instigação a maior violência ao divulgar actos tão lamentáveis e vergonhosos.
Mais uma vez uma palavra de admiração para as nossas forças da ordem que têm, até agora, mantido a dignidade da profissão.
Esta macacada faz-me lembrar os ratos que aparecem a comer os restos de um festim. Engrossa à custa do alheio.
Assim não vamos a lado nenhum e, pelo contrário, arriscámo-nos a ser os nossos próprios carrascos.
Revoltante a presença em massa da comunicação social que em vez de informar está a contribuir para uma instigação a maior violência ao divulgar actos tão lamentáveis e vergonhosos.
Mais uma vez uma palavra de admiração para as nossas forças da ordem que têm, até agora, mantido a dignidade da profissão.
Esta macacada faz-me lembrar os ratos que aparecem a comer os restos de um festim. Engrossa à custa do alheio.
quinta-feira, 8 de novembro de 2012
DECLARAÇÃO PESSOAL DA AUTORA DESTE BLOGUE
Nascido para via de expressão dos meus sentimentos sobre o que se passa neste país e modo de lavar a alma de quem sofre e não tem voz, este blogue permanecerá silencioso até que haja um caminho político de salvação nacional estruturado, um governo capaz de deixar de olhar para o seu próprio umbigo e para o dos seus protegidos, que respeite minimamente todos os portugueses, que seja capaz de se mostrar digno, inspire confiança, que fale por uma só voz, que nos veja não como uma massa social tipo "aglomerado concreto" mas pessoas merecedoras de todo o respeito independentemente do estrato sócio-económico em que nos situaram e que vemos agora ameaçado por este e pelos governos anteriores que, ávidos dos votos que lhes trouxeram as benesses pessoais de que os seus membros gozam, deixaram de nos gerir há anos.
Corro o risco de não voltar a escrever neste blogue, mas o meu silêncio é o único modo que encontrei de gritar bem alto: " BASTA".
( O último dos portugueses a sair que apague a luz - se ainda houver energia eléctrica neste país )
Corro o risco de não voltar a escrever neste blogue, mas o meu silêncio é o único modo que encontrei de gritar bem alto: " BASTA".
( O último dos portugueses a sair que apague a luz - se ainda houver energia eléctrica neste país )
quinta-feira, 25 de outubro de 2012
ACABOU-SE A FESTA, PÁ...
Gostava que hoje fosse um dia de festa
como aqueles que nos acordam
com foguetes e fanfarras
e em que, quais crianças,
corremos para o arraial
usando roupa especial,
não a de todos os dias,
porque toda a festa como celebração
pede uma particular atenção
ao modo como nos mostramos.
Só que hoje não é dia de festa
neste país que somos.
A roupa é a normal de todos os dias
e já não temos que correr
para um arraial que não existe.
Já não se ouvem foguetes no ar
e as fanfarras tocam não para celebrar,
mas para chorar pelo país que fomos.
GM
quarta-feira, 24 de outubro de 2012
Falta-me o chão
Aquele espaço térreo a que cresci agarrada;
Falta-me o horizonte
Aquela extensão onde julgava ver toda a minha vida esboçada;
Falta-me a certeza
Aquele lugar de segurança em que tudo é uma verdade;
Falta-me a esperança
Aquela virtude que me fazia pensar que ser gente era uma qualidade;
Faltam-me as pequenas coisas de todos os dias
As que me mantinham estável no meu percurso para a eternidade.
Perdi-me eu de mim
Caminhante num país sem rumo nem integridade.
GM
Aquele espaço térreo a que cresci agarrada;
Falta-me o horizonte
Aquela extensão onde julgava ver toda a minha vida esboçada;
Falta-me a certeza
Aquele lugar de segurança em que tudo é uma verdade;
Falta-me a esperança
Aquela virtude que me fazia pensar que ser gente era uma qualidade;
Faltam-me as pequenas coisas de todos os dias
As que me mantinham estável no meu percurso para a eternidade.
Perdi-me eu de mim
Caminhante num país sem rumo nem integridade.
GM
segunda-feira, 15 de outubro de 2012
NOVA MADRUGADA
Hoje desejo uma nova madrugada
que por ser nova anuncie um dia novo
e as suas cores se misturem numa mancha
em que seja impossível distingui-las
porque juntas formam um só tom.
No dia em que nascer essa madrugada
a anunciar o esperado dia novo
voltará a haver esperança
e cada um de nós
terá poder porque terá força.
E a nossa voz se ouvirá mais forte
porque separados somos apenas seres
mas juntos temos a força de um povo.
GM
domingo, 14 de outubro de 2012
UM PAÍS DE CANALHAS - PENSAR PORTUGAL
Nós somos um país de «elites», de indivíduos isolados que de repente se põem a ser gente. Nós somos um país de «heróis» à Carlyle, de excepções, de singularidades, que têm tomado às costas o fardo da nossa história. Nós não temos sequer núcleos de grandes homens. Temos só, de longe em longe, um original que se levanta sobre a canalhada e toma à sua conta os destinos do país. A canalhada cobre-os de insultos e de escárnio, como é da sua condição de canalha. Mas depois de mortos, põe-os ao peito por jactância ou simplesmente ignora que tenham existido. Nós não somos um país de vocações comuns, de consciência comum. A que fomos tendo foi-nos dada por empréstimo dos grandes homens para a ocasião. Os nossos populistas é que dizem que não. Mas foi. A independência foi Afonso Henriques, mas sem patriotismo que ainda não existia. Aljubarrota foi Nuno Álvares. Os descobrimentos foi o Infante, mas porque o negócio era bom. O Iluminismo foi Verney e alguns outros, para ser deles todos só Pombal. O liberalismo foi Mouzinho e a França. A reacção foi Salazar. O comunismo é o Cunhal. Quanto à sarrabulhada é que é uma data deles. Entre os originais e a colectividade há o vazio. O segredo da nossa História está em que o povo não existe. Mas existindo os outros por ele, a História vai-se fazendo mais ou menos a horas. Mas quando ele existe pelos outros, é o caos e o sarrabulho. Não há por aí um original para servir?
Vergílio Ferreira, in 'Conta-Corrente 2'
sexta-feira, 5 de outubro de 2012
O NOSSO SOL
Há algo que Portugal tem em abundância e que é desejado por muitos, sobretudo pelos cinzentos do Norte da Europa. Refiro-me ao nosso SOL. Graças a Deus, é algo inalienável e não exportável. A não ser assim, a CORJA que nos governa já o teria roubado, feito uma PPS para partilhar com os amigos ou tê-lo-ia entregue em parcelas aos nossos credores para pagar as dívidas em que nos meteram. Mas receio que, dadas as horas que dele usufruímos e que nos ajudam a poupar alguma energia eléctrica, ainda nos ponham a pagar mais uma taxa por esta utilização considerando-a indevida e lesiva das finanças nacionais.
quarta-feira, 3 de outubro de 2012
0 INTELIGENTE BORGES
Artigo de Daniel de Oliveira no Expresso de 1.10
Ler mais: http://expresso.sapo.pt/o-inteligente-borges=f757043#ixzz28DlHKD6V
O inteligente Borges inventou um estratagema para pôr os trabalhadores, já na penúria, a financiarem as empresas através do aumento dos descontos para a segurança social e a redução da TSU. A ideia "extramente inteligente", não fosse ela do muitíssimo inteligente Borges, nunca tinha sido experimentada em lugar algum. Os empresários, como todo o resto do País, foram contra. Não por uma questão de solidariedade, mas porque acham que trabalhadores falidos são consumidores falidos. Pensam que não há exportações que nos salvem da destruição do mercado interno. Os ignorantes tiraram assim ao espantosamente inteligente Borges o Nobel que lhe estava reservado.
O tremendamente inteligente Borges é demasiado grande para este País. Tem de lidar com gente ignorante que não passaria no primeiro ano do seu curso, disse ao lado do genial ministro que fez de uma assentada um curso inteiro. Porque voltou o barbaramente inteligente Borges para a piolheira? Porque também o mundo é demasiado pequeno para ele. O FMI despediu-o por ser inteligentemente incompetente. Ninguém sabe o que fez, durante dois anos, como vice-presidente da Goldman Sachs (um entre centenas), o grupo financeiro que ajudou o governo grego a enganar a Europa e que mais responsabilidades tem na crise financeira internacional. Terão sido, com toda a certeza, coisas inteligentes.
Como Chairman da Hedge Fund Standards Board, deu uma entrevista à BBC. No Hard Talk, o estrondosamente inteligente Borgres tentou explicar a Stephen Sackur os seus inteligentes pontos de vista sobre ética e a utilidade para a economia das suas funções. Perante olhos mais ignorantes, a prestação foi desastrosa e esclarecedora. Como acontece por vezes aos intelectualmente mais dotados, dava a ideia de estarmos perante um pateta que deixava clara a obscuridade imoral do seu ofício.
Incompreendido lá fora, porque o avassaladoramente inteligente Borges vive à frente do seu tempo, regressou ao cantinho que o viu nascer. Passos Coelho contratou-o para tratar das privatizações. Que não têm, como se está a ver na TAP, corrido muito bem. É o problema de lidar com investidores externos não menos ignorantes que os empresários domésticos.
Desde que chegou, o tragicamente inteligente Borges tem dado inteligentes opiniões. Que os salários dos portugueses têm de baixar e que quem acha que os portugueses não têm de apertar o cinto está um bocadinho a dormir. Palavras do deprimentemente inteligente Borges, que saca, todos os meses, 25 mil euros aos contribuintes. Que a RTP devia ser concessionada, ficando as despesas para o Estado e o lucro para quem agarrar a mesada, propôs o pateticamente inteligente Borges. Que as despesas com os funcionários públicos correspondiam a 80% dos custos do Estado, um número assim um bocadinho para o exagerado, mas natural em alguém que, absorto no seu próprio brilho intelectual, não perde tempo com minudências. De cada vez que o incontinentemente inteligente Borges abre a boca cria um drama no governo. Diria Tchekhov: "que sorte possuir uma grande inteligência, nunca lhe faltam asneiras para dizer".
Nunca duvidei, como por estas linhas fica claro, da incomparável genialidade do inteligente Borges. O problema são os políticos, os empresários, os trabalhadores, os portugueses, o FMI, os mercados, os jornalistas, a BBC, Portugal e o Mundo. Neste País, António Borges foi, em tempos, vendido como um homem de autoridade técnica incomparável. Exposto o produto na montra pública dos media, percebe-se finalmente o seu valor. Aquilo é areia demais para a nossa camioneta. Areia que nos sai cara.
Ler mais: http://expresso.sapo.pt/o-inteligente-borges=f757043#ixzz28DlHKD6V
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